CONSUMO MODERADO DE VINHO
DESFRUTAR O VINHO: SABOREAR COM MODERAÇÃO
Apreciado pelo seu sabor, textura, corpo, cor, aroma e variedade, o vinho é frequentemente um complemento saboroso para as refeições quando consumido com moderação. O vinho continua a ser uma fonte social e cultural de prazer e é desfrutado por milhões de adultos (consumidores dentro da idade legal de consumo) que apreciam a qualidade dos produtos vitivinícolas através de consumo moderado. O vinho também desempenha um papel importante no quotidiano: é muitas vezes usado para celebrar eventos importantes como nascimentos, aniversários e casamentos e marca a transição do trabalho para a diversão, facilitando a interação social.

O consumo de vinho tem diminuído ao longo dos últimos 20 anos, à medida que muitos europeus optam por vinhos de melhor qualidade que possam saborear com moderação. Todavia, uma minoria também consome bebidas alcoólicas de formas que podem prejudicar e ter sérias implicações na saúde pessoal. Este uso indevido tem custos sociais, tem um impacto negativo no desenvolvimento económico e na produtividade, tira recursos dos sistemas de saúde e segurança social e pode provocar uma ameaça à ordem pública.

Enquanto existem benefícios no consumo moderado de vinho, o seu abuso e uso impróprio, por outro lado, podem ter graves consequências para a saúde. Atualmente o desafio é comunicar os benefícios bem como os riscos de forma responsável e deste modo permitir que a esmagadora maioria de consumidores adultos que desfrutam o vinho de forma moderada continuem a fazê-lo e ajudem a prevenir o uso impróprio do álcool entre a minoria.

Diretrizes para a moderação: quanto é demasiado?

Muitos factores, tais como idade, índice de massa corporal, etnia, histórico familiar, estado geral de saúde e o uso de medicação, influenciam a definição das directrizes de consumo modernas. A velocidade a que o álcool é consumido e se é acompanhado por comida – bem como o tipo e quantidade de comida – também são condições que influenciam a absorção de álcool. Consequentemente, é provável que as diretrizes variem entre os grupos de população, bem como entre os países, e dentro deles individualmente.

Todavia, baseado em provas científicas disponíveis e em diferentes referências fornecidas por várias autoridades públicas de saúde, é aceitável que a amplitude de consumos moderados de baixo risco seja estabelecida entre os valores das diretrizes que se seguem:
 

Diretrizes para consumo moderado de baixo risco:

- Até duas unidades de bebida por dia para a mulher

- Até três unidades de bebida por dia para o homem

- Nunca mais de 4 unidades de bebida numa única ocasião

- O álcool deve ser evitado em certas situações como durante a gravidez, em simultâneo com determinados medicamentos ou aquando do trabalho com máquinas.

 

Consumo de álcool: termos de medição

1 unidade de bebida representando 10g de álcool puro é igual a:

- 10cl de vinho a 12% vol

- 10cl de vinho espumante a 12%

- 6cl de vinho licoroso a 20% vol

- 7cl de vinho aromatizado a 15% vol


(*) Estes termos indicam a média de teor de álcool puro expressa nas unidades de consumo mais comuns, apesar dos volumes servidos e das directrizes de consumo variarem de país para país.

O consumo de baixo risco é considerado ser a quantidade de álcool que um indivíduo pode consumir de forma segura sem aumentar significativamente o risco de efeitos negativos para a saúde e sociais (Dufour MC, 1999). Esta definição pode ser expandida para a quantidade de álcool que um indivíduo pode consumir de forma segura para potencialmente experienciar ou ganhar efeitos positivos na saúde a longo termo.


Importância dos padrões de consumo

No entanto, não são só os volumes das bebidas, mas também os padrões de consumo (ex: a forma como as pessoas consomem o álcool) e em que circunstâncias o álcool é consumido que são importantes.

Uma investigação científica indica que o consumo moderado e regular de bebidas alcoólicas é mais benéfico e associado a risco inferior de morbidez e mortalidade do que consumir a mesma quantidade como binge drinking, por exemplo, apenas aos fins-de-semana (Tolstrup J.S. et al, 2004, Mukamal K.J. et al, 2003, Marques-Vidal P. et al, 2000, Rehm J et al, 2003, Baglietto L et al, 2006).

A quem é que as directrizes NÃO se aplicam?

As directrizes de consumo moderado NÃO se aplicam a:

- jovens que ainda não tenham atingido a maturidade física
- mulheres grávidas
- condutores
- quem está a tomar medicamentos que não combinam bem com o álcool
- indivíduos com historial de dependência ou que sofram de determinadas doenças

Se tiver dúvidas, por favor consulte o seu médico!

Respeitar estas diretrizes de consumo moderado de vinho pelos adultos - como parte de uma dieta equilibrada - é compatível com um estilo de vida saudável, de baixo risco. Apesar de algumas culturas europeias sofrerem de mais problemas relacionados com o álcool do que outras, este tipo de consumo moderado permanece a norma.